Outubro Rosa inicia no Parque da Juventude, em Mauá, com atividades de prevenção ao câncer de mama

A Prefeitura de Mauá promoveu, na noite da última terça-feira (29), um encontro no Teatro Municipal que marcou o encerramento da programação do Setembro Amarelo no município. O evento reuniu aproximadamente 130 pessoas, entre autoridades, profissionais da saúde e lideranças religiosas de diversas tradições, com o objetivo de aproximar as comunidades de fé da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Durante a atividade, foram apresentados os serviços municipais de saúde mental, os fluxos de acesso à rede pública e ferramentas essenciais para o acolhimento, escuta qualificada e orientação de pessoas em situação de sofrimento psíquico.
Pontos Principais da Notícia
Participação ampla: Cerca de 130 pessoas presentes, incluindo representantes das tradições anglicana, candomblecista, católica, espírita, evangélica e umbandista.
Foco na articulação: Construção de pontes entre o cuidado comunitário das fés e o atendimento profissional da rede pública.
Cultura e ciência: Apresentação da peça teatral "Sobre-viver" (Projeto Nutrarte) e palestra com o psiquiatra Maurício Silveira Garrote (CAPS Adulto III Primavera).
Exposição inclusiva: Obras artísticas de usuários dos CAPS, com destaque para a escultura "lixossauro", feita com caixas de medicamentos.
Continuidade: As ações de prevenção e promoção da saúde mental ocorrem o ano todo nas UBSs, CAPS e serviços de urgência de Mauá.
O que disseram as autoridades
O prefeito Marcelo Oliveira ressaltou o papel estratégico das lideranças religiosas na identificação precoce de crises:
"Valorizar a vida é uma responsabilidade de todos nós. As lideranças religiosas estão próximas das pessoas e muitas vezes são procuradas em momentos de dificuldade. Queremos fortalecer essas pontes para que ninguém fique sem acolhimento e orientação."
A secretária municipal de Saúde, Eliene de Paula Pinto, complementou reforçando que a saúde pública caminha lado a lado com o vínculo comunitário:
"Saúde também é escuta, vínculo e acolhimento. As lideranças religiosas exercem papel importante em suas comunidades e podem contribuir para identificar situações de sofrimento e orientar a busca pelos serviços de saúde quando necessário."
Arte, Diálogo e Sustentabilidade
A programação integrou diferentes linguagens para debater um tema sensível. A intervenção artística “Uma estratégia socioeducativa sobre prevenção ao suicídio”, apresentada por Railson Ubunttu, utilizou o teatro para retratar o sofrimento humano e a busca por apoio. Em seguida, o psiquiatra Maurício Silveira Garrote conduziu uma palestra reflexiva sobre os diálogos entre sofrimento humano, espiritualidade e prevenção ao suicídio.
O público também conferiu a exposição de trabalhos produzidos por pacientes dos CAPS. Um dos pontos que chamou atenção foi o ‘lixossauro’, uma escultura feita a partir do reaproveitamento de caixas de medicamentos psicotrópicos, promovendo uma reflexão sobre consumo consciente, destinação correta de resíduos e responsabilidade ambiental.
Construindo Redes de Apoio
Idealizada por Adriana Tábata (gerente da RAPS e pioneira na iniciativa em Marabá-PA em 2018) e endossada pelo gerente de Saúde Mental do município, Jorge Luiz Silva Vieira, a proposta busca criar uma rede integrada:
"A proposta não é substituir o cuidado profissional, mas construir pontes entre as redes comunitárias e a política pública de saúde. Queremos que a pessoa em sofrimento seja acolhida, ouvida e, quando necessário, orientada a procurar o serviço adequado", destacou Jorge Luiz.
A Prefeitura lembra que o suporte à saúde mental em Mauá não se restringe à campanha de setembro: o atendimento e o encaminhamento continuam disponíveis de forma contínua nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e na rede de urgência e emergência da cidade.



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