25/02/2010
A diversidade de temas na sessão ordinária de ontem, que só terminou
depois das sete da noite, foi da liberação de recursos do orçamento
geral do Estado, passou pela empregabilidade, o retorno do deputado
Raimundo Fernandes-PMN ao plenário e terminou em uma preocupação
maior: a greve da saúde pública que está se alastrando por todo o Rio
Grande do Norte.
Coube ao deputado e médico Paulo Davim-PV fazer o alerta: “Já passou
da hora de o governo do Estado fazer uma reflexão do que está
acontecendo na saúde pública. Os profissionais estão em busca de
dignidade. Querem a implantação do Plano de Cargos e Salário que já
foi aprovado, mas não está sendo cumprido. O movimento está tomando um
rumo que os seus líderes não vão poder controlar”, afirmou.
Em seu pronunciamento no Grande Expediente, o parlamentar disse que
nesse impasse dos insolucionáveis problemas da saúde pública do Rio
Grande do Norte quem paga é o pobre. “O gemido da dor é do pobre. O
risco de morte é do pobre. Os ricos resolvem os seus problemas com
planos de saúde e hospitais particulares. Ele disse ainda que nesta
sexta-feira vai haver uma parada de 12 horas no setor da saúde pública
estadual.
Logo em seguida ao pronunciamento de Paulo Davim, a deputada Márcia
Maia, PSB que estava presidindo a sessão disse que já houve muitas
mudanças no setor de saúde do Estado e espera que governo e
profissionais da área cheguem a um consenso para a saúde voltar a
funcionar normalmente.
Antes dessa intervenção, a deputada do PSB tinha feito um
pronunciamento para registrar que a empregabilidade do Estado em
janeiro foi positiva. O Rio Grande do Norte conseguiu recuperar os
empregos de janeiro de 2009 e teve um saldo. Segundo a deputada, isso
se deve aos investimentos feitos pela administração estadual,
notadamente no setor de turismo.
Já o deputado José Dias-PMDB voltou a criticar o volume de convênios
que estão sendo remetidos pelo governo do Estado e fez um apelo ao
chefe do Gabinete Silva, Vagner Araújo no sentido de que libere os
recursos de suas emendas ao Orçamento Geral do Estado.
A sessão também foi marcada pelo retorno ao plenário do deputado
Raimundo Fernandes – PMN que pediu exoneração do cargo de secretário
de Articulação com os Municípios. Ele disse que segue rigorosamente a
liderança do deputado Robinson Faria, presidente regional do partido,
que “é leal, correto e coerente. Não era importante nem justo ser
secretário e praticamente fazendo oposição. O presidente do
Legislativo Robinson Faria destacou a honradez e a dignidade de
Vivaldo Costa, que estava ocupando a vaga de Raimundo e deu as boas
vindas ao seu colega de partido no retorno ao plenário.
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